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Correspondências planetárias através da Mitologia

23.11.2017

De volta àquele cenário onde o homem primitivo percebe pela primeira vez a relação entre os astros e os ciclos terrestres, temos o vislumbre da grandiosidade do papel daquele momento no traçado de toda a história da cultura humana. Pois, naquele instante, o homem teve uma grande revelação: quem comandava as modificações do ambiente em que ele vivia, era o céu.

 

 

Se você está curioso para saber mais as correspondências mágicas, não deixe de ler: O Guia básico de Correspondências Planetárias

 

No tempo dos nossos antepassados, a posição dos astros ditava se faria frio ou calor, dia ou noite, chuva ou seca, se era tempo de comidas fartas ou de escassez. Tudo estava escrito no céu, portanto os bons acontecimentos dependiam inteiramente da boa vontade dos deuses celestes. E foi nessa época que o homem aprendeu a observar, estudar e interpretar os sinais que os deuses lhes enviavam, de modo a captar a mensagem divina codificada nas estrelas.
 

Com o passar do tempo, a Astrologia nos permitiu perceber que era possível prever a posição em que os planetas estariam no futuro, logo, nos foi permitido ler os presságios que os deuses celestes traziam sobre o destino da humanidade. Esta sabedoria é tão antiga, que já nos tempos da Antiga Suméria (por volta de 4.500 A.C.) a relação detalhada entre deuses e planetas tinha uma base bastante sólida tanto na cultura quanto na religião e servia como ponto de apoio para todos os procedimentos de magia realizados.  

 

Então os deuses da Antiguidade eram planetas?
 

Isso mesmo. Inclusive, quando os descendentes dos sumérios foram absorvidos pela Babilônia, os antigos deuses relacionados aos corpos celestes se encaixaram perfeitamente às deidades existentes no panteão babilônico. O planeta Júpiter, por exemplo, por ser o maior dos planetas do nosso Sistema Solar, foi identificado como sendo o seu principal deus, Marduk. Já Vênus, por ser a "estrela" mais bela e brilhante do céu noturno, foi associado a Ishtar, a deusa do amor e da fertilidade. Marte, com sua cor vermelha que se assemelha ao sangue derramado nas batalhas, associou-se com Ninurta, o deus da guerra. 
 

Da mesma forma, Mercúrio foi associado a Nebo, o deus da comunicação e veloz mensageiro entre os deuses, talvez por este ser o planeta que se desloca mais rapidamente em sua órbita. Sîn era o deus da Lua, da sabedoria e do tempo, pois através do ciclo lunar era possível medir qualquer período. Shamash, o deus Sol, governava a luz, a coragem e a justiça. Já Saturno, por ser o planeta mais distante conhecido na Antiguidade, era associado com o deus Nergal, o juiz do mundo subterrâneo e senhor do além.
 

Estes mesmos conceitos se tornaram presentes em inúmeras culturas ao longo do tempo, sendo um famoso exemplo a mitologia grega, onde: Júpiter (Zeus) é considerado o deus dos deuses; Vênus (Afrodite) é a deusa da beleza e do amor; Marte (Ares) é o deus da guerra; Mercúrio (Hermes) é o deus do comércio, dos viajantes e é também visto como o deus da velocidade; a Lua (Ártemis) é a deusa da vida e da caça; o Sol (Apolo), o deus da luz e do conhecimento; e o deus Saturno (Cronos) é o senhor da morte e do tempo.
 

Perceba como a maioria dos planetas possui um padrão de características específico que os associa aos deuses que tem esse mesmo padrão. Esta forma tão semelhante em que foram associados deuses e planetas em diferentes civilizações ao longo do tempo, sugere que eles tem uma base em comum. E justamente esta base é aquela que reúne os ensinamentos básicos da Lei que rege todas as coisas manifestadas e que os magos estudaram para trilhar o caminho da magia.
 

A lei da correspondência

 

Dentre os estudos da Lei Universal, se destacam as 7 Leis Herméticas, que serviram como base para a evolução da alquimia. O pai destas leis, Hermes Trismegisto, viveu no Egito por volta de 2.500 A.C. e sua contribuição foi registrada em variados livros sobre teologia, filosofia e medicina. A Lei da correspondência é de sua autoria e consta assim gravada na famosa Tábua de Esmeralda: "o que está embaixo é como o que está no alto e o que está no alto é como o que está embaixo, para realizar os milagres de uma única coisa."

 

Assim, de acordo com esta lei, o microcosmo (ou seja, nossa vida pessoal e o mundo que conhecemos) é reflexo do macrocosmo (o universo e os outros planetas). E tudo o que existe se repete em um padrão decrescente que vai desde os confins do Universo até a menor de nossas células. O inverso também é válido, portanto a menor partícula atômica é capaz de conter toda a informação do Cosmos, tal como o DNA é capaz de conter toda a informação genética necessária para criar um organismo vivo. Coincidência ou não,  os átomos realmente se parecem com planetas girando em suas órbitas ao redor um astro central! 
 

Bom, como o macrocosmo que influencia nossa vida terrena com mais intensidade se refere ao nosso próprio Sistema Solar (por estar dentro de um "curto" perímetro em relação a nós), os estudos mágicos deram maior ênfase aos astros que fazem parte deste conjunto. Assim, os 7 "planetas" da Antiguidade foram nomeados de Logos Solar, o que simboliza a parte espiritual do Sistema que propõe as condições necessárias para o crescimento espiritual das essências divinas que ali vivem (leia-se eu, você e todos nós). 
 

Mas, o que o Logos Solar tem a ver com a Mitologia?
 

No conceito do Logos Solar, existem 7 Níveis de Evolução da Consciência, conhecidos na Antiguidade pelo nome de 7 Céus. Estes níveis ou céus podem ser compreendidos como os 7 Corpos Astrais de cada uma dos 7 Planetas. E já que cada nível de evolução da consciência possui seus desafios e seus aprendizados específicos para cada área da vida humana, na mitologia eles foram alegorizados como as personalidades específicas dos deuses e suas histórias, o que originou os 7 Espíritos Olímpicos. Isto facilitou muito a compreensão e assimilação das influências de cada nível de evolução e, portanto, de cada planeta. 

 

Entenda um pouco mais sobre o Logos Solar em: Correspondências mágicas: origem e influência dos planetas


Além disso, explica por que aquilo que conhecemos nos mitos são deuses que estão longe da ideia de perfeição, pelo contrário, possuem emoções, desejos e conflitos tal qual os imperfeitos humanos. Pois, o que a mitologia nos conta são histórias que representam a jornada da essência divina em direção à iluminação e ao crescimento através dos 7 Níveis de Evolução da Consciência - com todos os desafios que eles apresentam, além dos deslizes e as derrotas ou vitórias que uma alma pode passar durante o ciclo da vida e das reencarnações.

 

Os 7 Céus e os 7 Espíritos Olímpicos
 

Acredita-se que o conceito de 7 céus provém da tradição Cabalística que originou as religiões Judaico-Cristãs, sendo que desde a cultura babilônica estes locais eram amplamente difundidos  como sendo a habitação dos deuses e comparados aos 7 Planetas da Antiguidade. A comparação é muito evidente, pois de acordo com a tradição mágica, os 7 céus ficam suspensos sobre a terra, um sobre o outro, em esferas concêntricas, tal qual os planetas em suas órbitas. Assim, a tradição ensina que existem 7 Espíritos Olímpicos que governam cada um dos céus, e como vimos, as divindades clássicas gregas correlacionadas com esses espíritos são Zeus, Ares, Apolo, Afrodite, Hermes, Ártemis e Cronos.
 

Zeus (Júpiter)
 

Inicialmente, Zeus era o deus do céu e dos fenômenos atmosféricos, senhor dos ventos, das nuvens, da chuva destruidora (ou fecundante) e do raio. Só mais tarde, Zeus adquiriu uma personalidade moral e se tornou o deus supremo, reunindo em si todos os atributos da divindade. É ele quem mantém a ordem no cosmos, no Universo físico e astral. É o deus que está em todas as partes e que vela pelos humanos, mantendo o ritmo das estações e das colheita e também incita os povos ao trabalho, lembrando-lhes que é preciso ganhar a vida. 
 

Soberano e muito sábio, Zeus ordena tudo segundo a lei do Destino e da Justiça, concedendo aos homens os bens e os males. Portanto, mesmo que ele castigue os perversos, ele é também piedoso, bom e misericordioso. Pois, afasta os males, protege os fracos e se apresenta como o deus da ordem social, da cidade e das assembleias populares. E não só isso, a sua bondade também se estende à família, como o deus do lar, do casamento, da amizade e da hospitalidade. 
 

É sem duvida uma evolução espiritual progressiva que transforma o deus das tormentas num deus de justiça e o deus que velava pela lealdade aos juramentos e aos hóspedes num deus da cidade e da paz social. Assim, Zeus foi se transformando em um deus mais justo e mais abstrato ao longo do tempo, personificando um princípio divino, único, sábio e providente.

 

Por isso, a sua representação artística é de um homem em plena maturidade, de corpo robusto, com cabeleira espessa e barba ondulante. Ele veste um longo manto que deixa descoberto o seu braço direito e o peito, e os seus atributos são o cetro na mão esquerda, o raio na mão direita, a águia aos seus pés e uma coroa de carvalho no alto de sua cabeça.

 

Ares (Marte)

 

Filho de Zeus e Hera, Ares representa o lado mais brutal, violento, selvagem e sangrento da guerra, sendo muitas vezes caracterizado como sendo o próprio combate. Mas, embora seu aspecto físico fosse impressionante pela sua corpulência, ele nem sempre era bem sucedido em suas empreitadas bélicas.

 

Isso acontece porque em todos os episódios era nítida a superioridade da força acompanhada de inteligência em relação à força bruta. Assim, este deus não era muito estimado entre os gregos, que prezavam pelo equilíbrio e pela inteligência.
 

Por outro lado, Ares tinha êxito em múltiplas aventuras amorosas, das quais nasciam filhos também violentos e agressivos como o pai. Mas, foi através do seu amor com Afrodite que nasceu sua filha Harmonia. Acaba por ser muito simbólico que a mais bela das deusas tenha amores com o mais guerreiro dos deuses e que ele abaixe suas armas e desista de sua fúria diante dos encantos da deusa do amor, representando assim o dualismo entre amor e ódio. 
 

Ainda assim, normalmente, Ares é representado armado de capacete, couraça, lança e escudo, e por vezes acompanhado de seu animal, o cão, ou seu pássaro, o abutre. Sendo que na escultura clássica, ele também aparece como um homem belo, muitas vezes nu, vestindo um elmo grego e segurando uma lança ou espada.

 

O seu temperamento é geralmente cruel, agressivo e sanguinário, e o deus costuma aparecer ao lado de seus filhos Deimos (pânico) e Fobos (medo).

 

Apolo (Sol)
 

Apolo é filho de Zeus e irmão gêmeo de Ártemis. Depois de Zeus, ele é o deus grego mais importante e as suas manifestações são realmente grandiosas em muitos casos. Ele é a manifestação do divino no meio da brutalidade e confusão deste mundo, pois possui grandeza, porte, movimento, poder no seu olhar e luminosidade. A poesia elogia sua cabeleira ondulante e a arte o representa quase sempre loiro, atlético, vigoroso, jovem, sem barba, de aspecto gracioso e sereno.
 

Majestoso e radiante mesmo ao ser visto de longe, Apolo é caracterizado pela claridade, forma, distância nobre e olhar amplo. O que muito combina com o arco e flecha que ele porta (assim como sua irmã Ártemis) e explica por que Apolo rejeita tudo o que está demasiado próximo. Assim, ele favorece empreendimentos heroicos e civilizadores, e é também o patrono das colonizações. E através de seu olhar luminoso, Apolo oferece indicações aos navegantes que partem para outras terras. 
 

O deus exerce sua proteção sobre os homens, animais e colheitas, e as pessoas costumavam fazer um altar em sua homenagem em frente às portas para impedir a entrada de doenças. Mas, apesar de possuir o poder da cura / purificação, ele pode às vezes ser sanguinário, vingativo e enviar pragas àqueles que são impuros espiritualmente.

 

E, por fim, outro aspecto característico de Apolo é a profecia, o seu oráculo era famoso e consultado tanto por particulares, quanto por legisladores e generais. Por esta razão dizia-se que quando Apolo disparava sua flecha, jamais falhava o alvo, pois ele é o espírito do conhecimento contemplativo que está à frente da existência, à frente do mundo. 
 

Afrodite (Vênus)
 

Deusa da beleza, do amor e do casamento, Afrodite aparece sempre como uma deusa muito jovem que ficou conhecida por infundir o amor a mortais e ajudar outros nas suas pretensões amorosas. Diz-se que ela nasceu das espumas do mar, como a mais bela das criaturas. Porém, na Ilíada ela aparece como filha de Zeus e quando ferida durante a guerra, corre aos braços do pai que a aconselha a evitar os combates, que não são próprios ao seu modo de ser. Mas, apesar deste aviso e mesmo que oficialmente casada com Hefestos, Afrodite tem vários amantes e aventuras amorosas, sendo a mais famosa com Ares, o deus da guerra. 
 

Inicialmente, assim como as grandes deusas asiáticas, Afrodite foi uma deusa da fecundidade cuja ação se estendia a toda a natureza (animais, plantas e humanos) e, portanto, era considerada o princípio da vida no Universo. Só depois ela se tornou a deusa do amor, ao receber como seu domínio os sorrisos, os enganos, o doce prazer, o amor e a doçura. O que fez com que ela expressasse o amor não só nas suas formais mais nobres, mas também nos seus aspectos mais degradantes.
 

Segundo a lenda da maçã da discórdia, foi ela a causadora da guerra de Tróia, ao prometer a Páris a bela Helena como esposa, caso ele escolhesse Afrodite como merecedora do prêmio da mais bela deusa. Assim, ao ganhar o prêmio da beleza, a deusa do amor passou a representar uma grande força cósmica, que estende o seu poder sobre os homens e deuses, e sobre todas as criaturas vivas, mortais ou imortais. Pois, atua não com a violência, mas  com essa graça que subjuga e domina. Ela é, portanto, também a deusa do prazer e do sexo, sedutora e sorridente por excelência, tendo como seus ajudantes Eros (amor), Hímeros (desejo) e Peithô (persuasão). 
 

Hermes (Mercúrio)
 

Filho de Zeus e da ninfa Maia, Hermes acedeu a sua alta posição no Olimpo através de seus próprios méritos, se tornando um dos deuses mais populares. Ele é veloz, desliza por qualquer passagem, mesmo que estreita, se disfarça, sabe sorrir e evitar a rigidez dos outros deuses, é amável, singular, criativo, muito inteligente, versátil, decidido, astuto e de grande mobilidade. De fato, tudo isto lhe dá a possibilidade de exercer múltiplas tarefas.

 

Assim, ele é o responsável pela preparação e pelo brilho das festas olímpicas, inspira os oradores na assembléia, cuida dos atletas nos ginásios e os deuses ainda o enviam como mensageiro aos humanos em casos difíceis. E por estar sempre atento aos riscos e às vantagens do mundo exterior, Hermes ainda é o protetor dos caminhantes, embaixadores, comerciantes, o benfeitor dos rebanhos e o condutor das almas dos mortos até o Hades.

 

Mas, apesar da aparente diversidade de suas funções, pode se observar um clara semelhança: a mediação nas passagens arriscadas e a astúcia.

 

Essa sagacidade é ao mesmo tempo habilidade para a armadilha e inteligência prática. Assim, ele é o deus dos lucros, sinônimo de negócio afortunado, porém é muitas vezes também comparado à raposa, em alusão aos seus truques. Apesar disso, ao longo do tempo, vemos Hermes evoluindo do menino travesso para um deus barbudo e respeitável, com atributos de mago. Pois, a sabedoria de Hermes não ama a violência, mas sim o intercâmbio de favores. E isto faz dele um hábil diplomata, de palavra persuasiva e proveitosa. Ele é geralmente representado com seu chapéu, suas sandálias aladas e o seu bastão de caminhante, que é também a varinha de ouro mágica, o caduceu. 
 

Ártemis (Lua)

 

Ártemis é filha de Zeus e irmã gêmea de Apolo. Esbelta e loira como o seu luminoso irmão, ela é a deusa da virgindade e do mundo selvagem. Portanto, ela quase não tem relação com as cidades, pois vive com suas ninfas e sua matilha de cães nos montes e bosques, caçando e se banhando nos lagos.

 

A deusa arqueira, que usa o arco e flecha tão habilidosamente quanto seu irmão, castiga com a morte todos aqueles que ousam atentar contra sua virgindade, como foi o caso de Órion e Oto. E por ter escolhido permanecer virgem, é também a protetora das donzelas.
 

Ártemis lutou muitas batalhas ao lado de seu irmão, o que lhe deu um temperamento por vezes violento e instável. Assim, ela se ofendia quando não faziam sacrifícios em sua honra ou quando se vangloriavam por serem melhores caçadores do que ela. As consequências eram não raramente também a morte.

 

Mas, basicamente, Ártemis é a deusa da vegetação e da colheita, com poder sobre as águas dos mares, dos rios e dos lagos que fertilizam os campos. E apesar de ser uma deusa caçadora, é também a protetora dos animais, principalmente dos cervos.
 

Da mesma forma, a sua qualidade de virgem não a impede de ser a protetora da fecundidade humana e proteger também o crescimento das crianças, pois Ártemis domina toda a natureza e todos os processos naturais. Assim, como deusa dos partos, era tradicional que as mulheres lhe oferecessem grinaldas e caracóis de seus cabelos, principalmente antes de se casarem.


Cronos (Saturno)
 

Diferentemente dos outros deuses do Olimpo, Cronos é um Titã que nasceu dos deuses mais antigos, Urano e Gaia (Céu e Terra), durante a idade primitiva, dourada e feliz. Diz a lenda que Gaia incitou os Titãs a se rebelarem contra seu pai, Urano, depois que ele terminou por prender os seus próprios filhos, os Ciclopes e os Hecatonquiros, tamanha era a ansiedade que ele tinha por possuí-la. E foi assim que Cronos, o filho mais jovem, cortou fora os genitais do próprio pai com uma foice afiada enquanto ele dormia e, a partir desse momento, reinou no lugar dele.
 

Porém, após tomar o trono, Cronos voltou a prender Ciclopes e os Hecatonquiros, traindo não só seu pai, mas também sua mãe e seus irmãos. Então Gaia e Urano lançaram sua maldição sobre ele, dizendo que ele passaria pela mesma situação e seria o próprio filho de Cronos a destroná-lo. Então, diante dessa profecia, o deus passou a devorar de forma fria e cruel os próprios filhos mal eles acabavam de nascer, de modo a evitar que isso acontecesse. Mas, quando nasceu o seu sexto filho, sua esposa escondeu-o e deu a Cronos uma pedra envolta em panos para que ele devorasse em lugar do bebê.

 

O bebê, que sobreviveu, era Zeus e, quando ele cresceu, se disfarçou e deu ao próprio pai uma bebida que o fez vomitar todos os seus irmãos (ainda vivos) e estes o ajudaram na batalha. A guerra durou 10 anos, e quando Zeus por fim libertou os Ciclopes e os Hecatonquiros, conseguiu força suficiente para destronar Cronos. Foi assim que Zeus acabou se tornando o deus do céu e da terra, e o soberano do Olimpo conhecido por seu senso de justiça. 
 

Na tradição grega posterior, Cronos passou a representar também o Tempo, assim interpretando simbolicamente o fato de que o deus devorava os seus filhos, pois o tempo devora alegoricamente todas as suas criaturas através da morte. A lenda ainda conta que Zeus acabou perdoando Cronos e o levou para reinar nas ilhas Afortunadas, que é para onde vão os heróis privilegiados depois da morte. 
 

Considerações finais

 

A grande lição da magia está em perceber que podemos trabalhar, pela Lei da Correspondência, com influências planetárias específicas de modo a alcançar nossos objetivos evolutivos em cada plano da vida. É por isso que conhecer os aspectos planetários, os deuses (ou os espíritos Olímpicos) e utilizar os planetas de forma correta nos rituais e feitiços pode fazer verdadeiros milagres na manipulação mágica da realidade! E para fazer uso desse conhecimento da forma correta, é preciso levar em consideração também os aspectos de amizades entre os planetas, portanto eu recomendo uma leitura específica sobre esse assunto.

 

Para saber tudo sobre esse tema, confira o texto: Entendendo as amizades planetárias.

 

Lembrando que o verdadeiro mago sempre preza pelo bem de todos os envolvidos e pelo auxílio para o crescimento espiritual através do amor e da sabedoria, ao invés de pela dor e ignorância. E nunca, nunca mesmo, pela involução ou pelo aprisionamento.

 

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