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Banimento, purificação, consagração e limpeza de objetos mágicos: quando e por quê você precisa fazer essas coisas?

Entenda a importância de ter instrumentos limpos e puros no trabalho em conjunto do corpo, mente e espírito e use de forma responsável a energia Universal que une a todos nós.

 

A magia é uma coisa mesmo maravilhosa! É a arte de se conectar com as energias mais sutis do Universo, que estão dentro de nós e à nossa volta, em tudo e em todos, para transformar a realidade conforme nossas intenções. Mas, você sabe exatamente como isso funciona?


Bom, a primeira coisa que temos que observar é que toda a matéria que existe no Universo tem a mesma essência que a luz ou o pensamento. As coisas mais sólidas que você puder imaginar, na verdade são compostas por elétrons (cargas elétricas negativas) que ficam se mexendo em órbitas ao redor de núcleos (cargas elétricas positivas). Ou seja, todas as coisas são nada mais do que energia vibrando em frequências diferentes. Eu, você, um anzol, uma batata frita, a coroa da rainha da Inglaterra, a luz da lua, somos todos feitos da mesma coisa: cargas elétricas.


Quando aprendemos a direcionar as cargas elétricas que existem nas nossas intenções e nos nossos pensamentos, conseguimos alcançar a essência universal energética de todas as coisas e influenciar a realidade, usando uma combinação de egrégoras existentes em rituais e objetos. Uma egrégora é como a força do pensamento coletivo ao longo dos anos, quanto mais acreditarmos nela, mais força ela tem. Da mesma forma, o trabalho de magia é feito unindo todas as forças possíveis para fortalecer essa influência.

 

Ao contrário do que muitos pensam, a magia é uma prática muito lógica e os objetos mágicos tem um papel importante dentro dela. Eles são as ferramentas usadas para trabalhar fisicamente as energias e atuarão em conjunto com a mente e o espírito.

 

E para que essas forças sejam trabalhadas de forma pura e sem interferências que poderiam enfraquecer a sua intensidade, todos os objetos utilizados para fins mágicos devem estar sempre limpos e consagrados. 

 
Inclusive, a relação entre limpeza e divindade vem de muito tempo atrás. Por volta de 3.000 A.C., os egípcios já realizavam rituais sagrados na água e banhavam-se diariamente, dedicando os banhos aos seus deuses. Assim como tantos outros, esse costume também passou para a Roma Antiga, onde as visitas diárias às termas tinham fundo religioso, já que o banho público era considerado um ato de adoração aos deuses. 

 

Nas representações artísticas dessa época, podemos ver claramente a associação direta entre a divindade e os rituais de limpeza. A própria Vênus é frequentemente retratada se lavando, junto com as ninfas, enquanto exibe seu corpo imaculadamente limpo. Não raramente também aparecem nessas pinturas duas pombas brancas que simbolizam a pureza e a santidade desse momento.

 

 

O mesmo conceito também aparece em várias outras culturas. Na prática do Yoga, por exemplo, a limpeza da nossa casa, corpo, intenções, palavras e até das nossas coisas, é o primeiro passo no caminho para a iluminação.

 

Podemos ver claramente que a ligação entre seres humanos e a essência divina tem sido nossa busca desde o princípio dos tempos. Por isso, assim como em todas essas culturas, na magia também os nossos corpos, nossas casas e todos os instrumentos mágicos devem estar sempre limpos fisicamente e energeticamente. Não é segredo pra ninguém que a bagunça e a sujeira fazem com que as energias fiquem estagnadas, impedindo que ela fluam livremente. Nada é por acaso!


Isso quer dizer que só passar um pano nas coisas não é suficiente. Você não vai pegar a faca que sua mãe usa pra descamar peixe e usar como ferramenta para simbolizar o elemento ar nos seus rituais de magia, não é mesmo? Mesmo que você tenha lavado bem a faca, você não vai conseguir remover as energias que estão dentro dela apenas com água e sabão. Um mago deve procurar sempre usar o bom senso.

 

Muitos estudos nos comprovam que as coisas absorvem para dentro de sua massa todas as energias dos ambientes e das pessoas que as usaram, é por essa razão que vemos tantos rituais e feitiços exigirem o uso de objetos virgens (novos). Por outro lado, vamos aprender nesse texto que isso não impede que você escolha objetos usados, desde que você tome os cuidados necessários. Aliás, até mesmo os objetos virgens devem passar por certos processos, até porque é praticamente impossível você conseguir comprar qualquer coisa que nunca tenha sido tocada por ninguém ou que nunca tenha ficado em um ambiente com outras pessoas. Lojas e fábricas são locais cheios de gente!


Agora, se você quiser reduzir ao máximo esse tipo de trabalho, o ideal mesmo é recolher todos os elementos que puder diretamente da natureza, por transportarem apenas a energia vital da Terra. Por exemplo, eu mesma recolhi do mar as conchas que estão no meu altar para representar o elemento água. Mas, mesmo nessa situação, um ritual de purificação ainda é aconselhado. Infelizmente o mar nos dias de hoje não é mais tão limpo como costumava ser, e devo dizer que isso é culpa nossa, por não entendermos o tamanho da importância que tem a limpeza e o papel precioso que ela tem na manutenção do equilíbrio da vida.

 

Lamentações à parte, convenhamos que nem sempre é possível escolher os instrumentos mágicos direto na natureza. Por isso, é conhecimento básico para o mago moderno a necessidade da remoção de energias impregnadas na maioria dos objetos, sejam eles objetos novos, usados, ganhados ou encontrados. Isso serve para pedras, roupas, jóias, instrumentos e todas as coisas que você tiver a intenção de usar nas práticas de magia.

 

E para usar qualquer objeto em suas práticas mágicas, é preciso fazer a consagração dele antes. Consagrar uma coisa é fazer com que ela se torne algo sagrado, algo exclusivamente dedicado à divindade, excluindo todo e qualquer uso banal que não tenha a finalidade de conectar o mago à energia universal. Em uma consagração, a limpeza é importantíssima. Não pode haver pureza onde não há limpeza, tudo está conectado.

 

Consagração

 

A consagração, antes de tudo, marca uma mudança. Pode ser uma mudança na vida de uma pessoa ou no uso de alguma coisa, que deixa de ser profana para ser destinada ao serviço divino e com isso consegue receber essas energias tão puras. Na Bíblia, em II Coríntios 6:17-18, Deus pede ao seu povo que não toque em coisas impuras e em troca diz que vai recebê-los como seus próprios filhos. Da mesma forma, os utensílios do templo e as vestes dos sacerdotes no Antigo Testamento eram consagrados para serem usados exclusivamente em práticas santas.

 

Nessas passagens podemos ver que para que uma coisa ou alguém possa ser usado para repassar energias sutis, a condição é que não ela não deve mais ter contato com energias pesadas das atividades do dia-a-dia, ou seja, é preciso colocar uma atenção especial em tudo o que troca energias com essa pessoa ou coisa. Sabemos que as energias fluem por ressonância, assim como um diapasão ressoa quando determinado som entra em sua frequência. É por isso que depois de uma consagração o uso banal dos objetos deve ser abandonado.

 

Quer aprender a preparar um ritual de consagração? Veja como fazer isso em: Elaborando um Ritual: como fazer a consagração de objetos.

 

Por outro lado, a limpeza energética de um objeto consagrado deve ser feita frequentemente, para que essa frequência pura que ele recebeu consiga se manter dentro dele.

 

Então como eu escolho entre um banimento e uma purificação?

Será que só uma limpeza é suficiente? 

 

Muito se fala em rituais de banimento, purificação e limpeza. Como vimos, os instrumentos de trabalho de um mago tem um papel fundamental como extensão do seu corpo e sua mente, e cada um desses rituais tem a intenção de preservar essas ferramentas e possibilitar o direcionamento das energias da forma correta. 

 

Mas, apesar desses rituais serem importantíssimos, não é em todo lugar que a gente encontra boas definições sobre cada um deles. Você sabe, por acaso, quando é que devemos usar um e não o outro? Ou quando é realmente necessário executar qualquer um desses procedimentos?

 

Bom, vamos por partes. É muito importante para um praticante de magia saber exatamente o quê e por quê está fazendo uma coisa. A prática sem o conhecimento aumenta as superstições, que são o grande inimigo dos iniciados. Sem falar que você pode acabar fazendo uma coisa que não era exatamente a intenção que você tinha em mente, o que, na pior das hipóteses, pode causar um belo estrago.

 

Banimento

 

Pra começar, um banimento é um feitiço bastante forte, ele elimina absolutamente tudo o que está dentro de determinado objeto. Por isso, esse não é um feitiço pra ficar se fazendo toda hora. Você vai precisar fazer um banimento, por exemplo, quando quiser usar como objeto mágico algo que já pertenceu a uma outra pessoa ou que ficou exposto em ambientes com energias pesadas.

 

Jóias herdadas ou compradas de segunda mão também devem passar por esse processo, pois as pedras são capazes de absorver profundamente as energias do dono. Não tem como saber se você comprou um anel que foi usado por alguém enquanto estava no leito de morte. É estranho pensar nisso, mas tudo é possível! Na dúvida, é melhor não arriscar ficar exposto a essas influências e fazer logo o ritual de banimento.

 

Veja como preparar um ritual de banimento em: Elaborando um ritual: como fazer o banimento de objetos.


Purificação

 

O ritual de purificação é o processo mais indicado para quando você comprar um item novo, ganhar de presente ou encontrar na natureza algo que você queira transformar em objeto mágico para usa em feitiços e rituais. Ele remove todas as energias negativas de uma coisa sem retirar as qualidades positivas. A purificação também deve ser feita no caso de você mesmo fabricar o seu próprio objeto mágico e quiser consagrá-lo.

 

Na verdade, tudo o que você quiser consagrar, tem que passar antes por um banimento ou purificação, dependendo da necessidade. E sempre depois de um banimento ou de uma purificação, você vai precisar energizar ou consagrar o objeto que passou por esse processo. A lógica é simples: se você remove as energias de alguma coisa, deve preencher com novas energias logo em seguida, caso contrário o objeto vai passar a absorver coisas aleatórias que podem não ter nada a ver com a sua intenção. Nenhum objeto tende a ficar vazio ou descarregado por muito tempo, a energia flui o tempo todo!

 

Aprenda a montar um ritual de purificação em: Elaborando um ritual: como fazer a purificação de objetos.

 

Agora, se você é um estudante atento, vai perceber que tem aí um probleminha: rituais de banimento e purificação são feitos em datas lunares/planetárias diferentes dos rituais de consagração! Como é que eu resolvo esse pepino? Com paciência, amigo leitor. Se quiser fazer tudo direitinho, guarde o objeto dentro de um tecido preto, bem embrulhado em um local isolado, e não abra até que chegue a data mais favorável para realizar a consagração. 

 

Limpeza

 

Por último, a limpeza é algo que deve ser feito quando determinado objeto mágico fica sobrecarregado energeticamente. Ou seja, se você já consagrou o objeto e ele está sendo muito usado, passou pelas mãos de muitas pessoas ou de apenas uma pessoa que tenha energias pesadas, provavelmente está na hora de fazer uma limpeza nele. 


Por exemplo, você pode usar uma limpeza para reenergizar o amuleto que te tirou daquela enrascada depois de passar numa viela escura atrás da sua casa, ou ainda para retirar as energias pesadas do seu baralho depois de você fazer leituras para vários consulentes durante uma feira de magia. É preciso ficar atento aos seus instrumentos e sentir o momento em que eles estão precisando passar por esse processo.


A função exata desse processo é remover o excesso e revitalizar os poderes naturais ou os poderes que foram colocados em um instrumento mágico, por isso depois de uma limpeza não é necessário consagrar o objeto novamente, porque as suas configurações não são removidas no processo e sim o excesso de energia.

 

Quer aprender a realizar um ritual de limpeza? Veja como fazer isso em: Manual para limpeza de objetos mágicos.


Considerações finais

 

Para finalizar este assunto, vale lembrar que o mais importante na magia é a intenção. Por isso, para que um ritual mágico realmente tenha algum resultado, é preciso estudar, praticar e trabalhar o direcionamento das energias que estão dentro de você. Só o conhecimento de como fazer algo, não vai ser suficiente para fazer magia, mas a sua meditação e a sua oração durante um trabalho são a verdadeira chave para diferenciar um ritual de uma simples vela acesa.


Por isso, orar e meditar, sempre! Os rituais de banimento, purificação, consagração e limpeza de objetos devem ser feitos sempre com sabedoria, intenção e conhecimento, para que essa prática nos aproxime cada vez mais da direção certa, a da luz e do amor.

 

Quer uma dica para entender tudo sobre como planejar e fazer rituais cada um desses rituais sem medo de errar? Então veja a matéria: Planejando e preparando um ritual mágico.


Espero que o estudo de hoje tenha contribuído para percebermos como é importante ter uma vida limpa e pura, em todos os sentidos. Se você tiver qualquer dúvida ou informação para acrescentar, deixe nos comentários! 
 

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