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As influências dos planetas e a origem de seus símbolos

23.9.2018

De acordo com o ocultista G. O. Mebes, além de seus corpos visíveis no plano físico, os planetas possuem aspectos energéticos positivos e negativos no plano astral. Os aspectos positivos são a síntese dos impulsos espirituais e as aspirações a favor do desenvolvimento do planeta em questão. Já os aspectos negativos são a oposição que essas aspirações encontraram no plano mental, devido à lei do karma. Saiba como foi que os símbolos planetários derivaram deste conceito!

 

É certo que cada um dos 7 "planetas" utilizados nas práticas mágicas (Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno) possui o seu lado energético positivo e o seu lado negativo e que, em cada um deles, os aspectos de determinado lado são mais ou menos acentuados. A Terra, por exemplo, tem ambos os aspectos positivos e negativos. Mas, mesmo havendo ótimos seres humanos por aqui, não seria novidade se eu dissesse que a Terra não tem lá os melhores aspectos energéticos, não é? 

 

Isso quer dizer que existem planetas bons e maus?
 

Não exatamente. Independentemente das guerras, da indiferença e do egocentrismo, ainda existe bondade na Terra. Ainda há pessoas buscando viver uma vida iluminada. Portanto, a classificação dos planetas entre bons e maus é um conceito falho. Nenhum planeta é bom ou mau por si só, pelo contrário, todos eles possuem os dois aspectos: um superior que influencia o espírito e um inferior que age no ego - e ambos tem seu papel a cumprir e sua função própria no mecanismo da Evolução. 

 

Veja Saturno, por exemplo. Para alguém que possui um karma pesado ou que abusou de sua liberdade, esse planeta é terrível, porque o que o Universo faz é equilibrar aquilo que essa pessoa desequilibrou ao longo da vida. Aos olhos dela, Saturno será terrível no plano da personalidade, pois vai trazer sofrimento e perda. Mas, se encarado num plano maior (no sentido da Evolução), veremos que Saturno age no sentido do bem, porque ele coloca a pessoa no outro lado da situação, de modo a neutralizar o seu karma e direcioná-la para o crescimento espiritual.

 

Entenda um pouco mais sobre o plano evolutivo, ou Logos Cósmico, no texto: Correspondências mágicas: origem e influência dos planetas

 

O equilíbrio entre as influências positivas e negativas dos planetas

 

Analisando as energias Yin e Yang dos astros, podemos portanto categorizar dois planetas cujas influências "positivas" são mais fortes: Júpiter (expansão) e Vênus (atração); outros dois que tendem para seus aspectos "negativos": Saturno (contração) e Marte (excesso); e finalmente três planetas "neutros": o Sol, que é a síntese dos dois lados, Mercúrio, que se adapta a qualquer um deles e a Lua, que é passiva, portanto também recebe os dois.


Seguindo esta linha de raciocínio, os planetas podem encontrar o equilíbrio nas seguintes duplas: Júpiter/Saturno  (vida e morte) e Vênus/Marte (amor e guerra). Mesmo no trio de planetas "neutros", também se pode encontrar o equilíbrio em outros níveis: Sol/Lua são opostos-complementares, representando o masculino e o feminino, o doador e o receptor. Já Mercúrio, por ser considerado andrógino, faz a ponte entre os dois. 

 

Vale lembrar que nada é completamente Yang ou completamente Yin, não existe dualidade total, tudo tem ambos os aspectos em graus variados e todos eles são necessários no caminho da evolução. 

 

Mas, onde entram esses dois aspectos na origem dos símbolos planetários?

 

Bom, era bastante usual na Antiguidade que o simbolismo fosse empregado como forma de se expressar um pensamento, um conceito ou um conjunto de coisas através de um único símbolo gráfico. Assim, para representar como os lados positivos e negativos de cada planeta se comportam, foram elaboradas composições utilizando-se de três signos básicos criados para esse propósito: um círculo para representar o espírito, um arco, para simbolizar a alma e um terceiro signo em formato de cruz (como analogia os 4 elementos) para representar a matéria.

 

A composição e significado dos símbolos planetários

 

Sol 

 

O símbolo do Sol é composto pelo círculo, que representa o espírito e é acompanhado de um ponto ao centro, sugerindo a emergência da vida. Assim, este signo simboliza as emanações da energia vital e os fluídos nutritivos. Pois, tal como esta estrela é a fonte de energia do nosso sistema solar, também na Astrologia o Sol representa a vida e a força criativa que existe no centro de cada um de nós. 

 

A influência do Sol no plano mental faz fluir todas as idéias, o que cria no campo astral o desejo de dar forma a essas idéias e de compartilhar a criatividade com os outros. No plano físico, o Sol é o doador de tendências artísticas e de generosidade.

 

Por outro lado, ele despreza tudo o que é vulgar ou que não é original, possuindo assim ambos os aspectos positivo e negativo em equilíbrio.

 

O Sol representa a originalidade, a popularidade e o sucesso.

 

Lua

 

O signo da Lua, um arco crescente (ou em formato de cuia), representa a receptividade da alma. Ela recebe tudo de braços abertos, como um canal aberto.

 

A Lua é capaz de guardar uma memória incrível, representando também as ligações com o próprio passado, com a história, com a origem e até com vidas passadas.


Contudo, por estar sempre aberta, a Lua recebe tanto os aspectos positivos como os negativos.

 

Assim, no plano mental, ela dá e recebe todo tipo de pensamento. No plano astral, concede intuição e no plano físico, se manifesta pela suscetibilidade às diversas influências, pelos mais variados estados de ânimo e pela capacidade de clarividência.

 

Mercúrio

 
O símbolo de Mercúrio é composto pelos três signos básicos: leva o arco na parte superior, o círculo no centro e a cruz em sua base. Desta forma, ele indica a influência deste planeta em primeiro lugar sobre a alma, depois sobre o espírito e por último sobre a matéria.

 

Mercúrio, portanto, funciona como o mensageiro dos deuses, trazendo as vibrações desde o plano astral em direção ao plano material.

 

Isso mostra que o planeta trabalha em todos os aspectos e se adapta de forma inteligente tanto às energias espirituais quanto às físicas.


No plano mental, Mercúrio confere inteligência, adaptabilidade às idéias e a vontade de investigar e adquirir conhecimento. Isso, no plano astral, faz com que seus desejos sejam flexíveis de modo com que ele saia sempre com um bom acordo e facilitando também qualquer tipo de mudança. No plano físico, se expressa como a recepção e envio de informação, facilidade (e necessidade) na comunicação, movimento, agilidade e velocidade.

 

Saturno

 

No signo de Saturno vemos a cruz posicionada acima do arco, ou seja, sob a influência de Saturno, a matéria predomina sobre a alma. Isto sugere a representação de limites, restrições, dever, contração, a passagem do tempo e da morte.

 

Mas, também representa a necessidade de ordem em todos os campos da vida e transporta um sentido de responsabilidade e disciplina.


A influência de Saturno no plano mental ensina a mutabilidade das leis lógicas e o aprendizado a partir das dificuldades. No astral, essa influência oprime, pois recorda a severidade do karma. No plano físico, ela oferece as experiências da vida, acentua a cautela e as ações defensivas, porém pode também provocar estados melancólicos.

 

Júpiter

 
No símbolo de Júpiter, apesar deste ser composto pelos mesmo símbolos que Saturno, a ordem é inversa: o arco fica um pouco acima da cruz, ou seja, a alma predomina em relação à influência da matéria.

 

Desse modo, Júpiter representa a confiança, a boa sorte, as oportunidades, a ideia de expansão, conhecimento, sabedoria e honra. É ele o planeta que representa o supremo Deus do céu.


A influência de Júpiter no plano mental ensina que através do sistema e do método é possível alcançar qualquer objetivo. No astral, cria e sustenta o princípio de autoridade e liderança natural. Por fim, no físico, desenvolve os talentos administrativos, a justiça, a igualdade, a bondade e a tendência para proteger os mais fracos.

 

Marte

 

O símbolo de Marte é composto pelo círculo, porém lhe é acrescentada uma flecha apontada em diagonal para cima, indicando o aumento dos fluídos vitais.

 

Ou seja, esta vitalidade é estimulada para além dos limites do equilíbrio, conferindo uma impetuosidade característica ao planeta.

 

Com excesso de energia, Marte acentua o instinto de sobrevivência e ressalta as reações como a raiva e o egoísmo. Mas, em contrapartida, ele também pode estimular as atitudes heroicas e corajosas.


Marte, no plano mental, aumenta, ativa e acelera todos os processos. No astral, reforça o poder de decisão, entretanto tem a tendência a colocar os próprios desejos à frente de tudo. O que no plano físico se expressa como ações impulsivas, agressivas, violentas ou destrutivas. Mas, se canalizadas para esportes competitivos, as expressões físicas de Marte poder conceder uma maior vitalidade e energia. 

 

Vênus

 

O signo de Vênus é formado pelo círculo posicionado acima da cruz. Portanto, mostra que sob a influência de Vênus, o espírito predomina sobre a matéria.

 

Assim, este planeta representa a força cósmica que une todas as coisas, a gravidade, a atração, a cooperação, a diplomacia e a harmonia. A sua graça, a beleza e a elegância vem não da aparência física, mas sim de um estado de espírito.


Vênus, em todos os planos, representa o princípio de atração sobre as coisas. No mental, a atração do campo energético para o campo das idéias. No astral, em várias formas de amor, magnetismo, sensualidade e beleza. E no plano físico, se manifesta como o gosto pelo luxo e pela produtividade nos mais diversos campos.
 

Considerações finais

 

O conhecimento dos aspectos energéticos dos planetas e a sabedoria para trabalhá-los em direção ao equilíbrio são a grande chave da magia. E isto tem tamanha importância nos estudos mágicos, que os primeiros Magos de que se tem notícia já catalogavam e compilavam uma grande lista de itens que se relacionam entre si e que são capazes de ativar uma grande rede de conexões. Este apanhado é o que hoje conhecemos pelo nome de Correspondências Planetárias. 

 

Conheça tudo sobre este assunto em: o Guia Básico de Correspondências Planetárias

 

 

 

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