• Black Facebook Icon
  • Black Instagram Icon
  • Black Pinterest Icon
0

A origem dos quadrados mágicos e dos sigilos planetários

19.9.2017

Existem muitas formas de sigilos, mas os primeiros sigilos associados especificamente a planetas apareceram a partir de 1510 nos livros De occulta philosophia, de Heinrich Cornelius Agrippa. Os então chamados sigilos planetários vieram da derivação numerológica dos nomes dos planetas e do rastreamento desses números em quadrados mágicos planetários.

 

Mas, o que é esse quadrado mágico?

 

O quadrado mágico é uma série de números dispostos em um quadrado para que a soma de qualquer linha seja igual à soma de qualquer coluna. Existe bastante controvérsia sobre sua origem, porém a maioria dos historiadores acreditam que eles surgiram por volta de 3.000 anos atrás na China, pelas mãos do imperador Yu.

 

Diz a lenda que o imperador estava a observar o rio Amarelo quando viu uma tartaruga que tinha no casco algumas marcas em forma de nós. Estes nós podiam ser transformadas em números de 1 a 9 e todos eles resultavam no número 15 em qualquer direção que se somasse, parecia mágica! 

 

Tão fascinante eram esses números, que nessa época, os chineses acreditavam que quem possuísse um amuleto de quadrado mágico teria sorte e felicidade para toda a vida, pois ele era o símbolo que reunia os princípios básicos que formavam o Universo. 

 

A partir da China, os quadrados mágicos passaram a aparecer também em manuscritos antigos nas culturas indiana e árabe, o que culminou na sua assimilação nos estudos cabalísticos.

 

Na Cabala, de onde se originaram muitas práticas mágicas, se destaca o estudo de 7 quadrados mágicos específicos, que levam o nome de kamea. Os kamea são associados aos 7 planetas da Antiguidade: Saturno, Júpiter, Marte, Sol, Vênus, Mercúrio e Lua. 

 

Esses são os tais quadrados mágicos dos planetas que aparecem nos livros de Cornelius Agrippa e que usamos até hoje na magia talismânica! 

 

Sobre a associação dos planetas à Árvore da Vida

 

Todos os 7 kamea, referentes aos 7 planetas da Antiguidade, estão também representados em esferas específicas da Arvore da Vida. De fato, nela temos a representação de todos os 10 astros estudados na Astrologia, além da Terra, que é representada pela esfera Malkuth.

 

Acredita-se que o número referente à posição do planeta nas esferas da Árvore da Vida (conhecido como número planetário) se deu em comparação ao número de astros que influenciam cada planeta em particular (os astros influentes são sempre aqueles que possuem uma órbita maior em relação ao planeta em questão).

Como Plutão influencia as demais órbitas (pois todas são menores que a dele), ele é representado como Daat, a esfera oculta. Na Astrologia Plutão também representa o inconsciente, aquilo que está oculto. Metaforicamente ele é representado como o abismo, ou seja, a travessia que todos nós precisamos vencer ao longo da jornada pelas encarnações. 

 

Já o Sol, que fica na esfera ao centro (Tipheret) representa o ser Crístico que habita dentro de todos nós, além de fazer alusão a todos os deuses iluminados e solares: Apolo, Hórus, Bram, Yeshua, Krishna, Buda, os Boddisatwas, os Mestres Ascencionados, entre outros tantos de outras religiões.

 

E como é que isso deu origem aos quadrados mágicos planetários?

 

Bom, cada quadrado mágico planetário foi feito para representar a energia vital de determinado planeta associado às esferas da Árvore da Vida. E cada esfera da Árvore da Vida possui um nome específico e um número, certo? Começando por esse número, que representa também o número planetário, chega-se ao tamanho do quadrado e à quantidade de números que haverá dentro dele.

 

Por exemplo, Júpiter corresponde a Chesed, que é a 4ª esfera da Árvore da Vida, então o número planetário de Júpiter é 4. Dessa forma, o quadrado mágico de Júpiter tem 4 linhas e 4 colunas, totalizando 16 números dentro do quadrado que vão desde o 1 até o 16. Porém esses números não são colocados em ordem crescente dentro do quadrado, pois em um quadrado mágico a soma de qualquer linha deve ser igual à soma de qualquer coluna.

 

Para chegar então ao número chave, que representa a soma que todas as colunas e linhas deverão ter individualmente, é feito um novo processo: todos os números dentro do quadrado são somados e o total encontrado se divide pelo número planetário (correspondente ao número da esfera). Com o número chave em mãos, os números são rearranjados dentro do quadrado para que a soma de qualquer linha e qualquer coluna seja sempre igual ao número chave!

 

 

Nascimento dos sigilos planetários

 

Na magia, o sigilo - do latim sigillum "sinal ou assinatura" - é a representação figurativa de um nome, palavra ou intenção. Portanto os sigilos dos planetas são a representação figurativa de toda a essência dos quadrados mágicos planetários. E, por sua vez, funcionam como a assinatura do planeta em questão, atraindo suas forças.

 

De acordo com Agrippa, eles foram criados traçando linhas que passam por cada um dos números de seu quadrado mágico, fazendo com que o sigilo represente todo o quadrado e atue como governador para os outros sigilos derivados desse mesmo quadrado. Dessa forma, o sigilo de um planeta é como um registro imagético dele, com toda sua personalidade, qualidades e defeitos. 

 

  

Por causa da variedade desses aspectos, além do sigilo característico de um planeta, também existem os sigilos de sua alma, divididos em bons e maus (absolutamente tudo tem dois lados). É como o anjo e o demônio que ficam no ombro dele dando pitaco. Assim, a Inteligência e o Espírito simbolizam as influências positivas e negativas de um planeta, respectivamente. E cada Inteligência e cada Espírito tem um nome hebraico e um sigilo específico. 

 

Como as letras hebraicas também são números (eita povo esperto!), ao construir esses sigilos as letras dos nomes das Inteligências e dos Espíritos foram associadas aos números posicionados no quadrado mágico de cada planeta correspondente. Depois, uma linha foi desenhada passando em cada um desses números, marcando o começo e o final do traçado com um círculo, triângulo ou traço. Os desenhos obtidos são os sigilos planetários únicos de cada uma dessas Inteligências e Espíritos.

 

 

Inteligentes que somos, nas nossas práticas vamos usar apenas os sigilos característicos dos planetas e seus sigilos positivos (os da Inteligência), que trazem orientação e inspiração. Sabemos que o Universo nos oferece de volta 3 vezes aquilo que emanamos, por isso é importante ressaltar que talismãs, assim como qualquer feitiço ou ritual feitos com sigilos, devem ser direcionados apenas para o Bem. Lembre que você atrai aquilo que transmite e os sigilos negativos (os do Espírito) não trazem nada além de destruição e sofrimento. Absolutamente jamais faça talismãs ou feitiços usando sigilos negativos (não vou nem colocar aqui os desenhos deles para não confundir).

 

Como vimos, cada sigilo tem seu significado específico conforme o planeta que representa. Preparamos esta ilustração para que você conheça um pouco mais sobre eles! 

 

 

Outros sigilos derivados de quadrados mágicos planetários

 

Os quadrados mágicos planetários também podem ser usados para gerar outros sigilos sob sua influência, além dos sigilos dos planetas e seus respectivos sigilos de Inteligência e Espírito. Ou seja, eles podem ser usados para criar um sigilo para qualquer palavra! Isso é muito útil quando você quiser agregar força a um desejo, já que uma das coisas mais poderosas na prática mágica é a somatória das correspondências. 

 

Até mesmo o seu nome pode ser traçado em um quadrado mágico planetário específico para fazer um sigilo pessoal seu no aspecto desse planeta em particular. Para isso, basta fazer a conversão das letras do seu nome em forma numérica usando uma tabela numerológica e depois traçar os respectivos números pelo quadrado específico. Podemos ir além e usar esse método para transformar toda uma intenção em um sigilo! 

 

O sigilo pessoal sob uma influência planetária específica e o sigilo da intenção são muito utilizados na confecção de talismãs, que são geralmente objetos mágicos metálicos rigorosamente preparados. Mas, esse tipo de sigilo também pode ser traçado em papéis especias para ser usado em feitiços. Essa é uma ótima forma de direcionar a sua intenção num objetivo que se deseja alcançar!

 

Quer aprender a fazer talismãs com sigilos planetários, sigilos pessoais e sigilos da intenção? Veja Tutorial: como confeccionar talismãs com sigilos planetários.

 

Espero que tenha gostado deste estudo matemágico! Deixe nos comentários as suas dúvidas ou informações adicionais, que a gente responde rapidinho!

 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

 POSTS RELACIONADOS

Please reload

SEGUE A GENTE NO FACEBOOK

ÚLTIMOS POSTS

Please reload